As 8 melhores impressoras 3D de resina em 2026
A primeira impressão de quem tira uma peça de resina da impressora costuma ser "isso saiu de uma impressora caseira?". A superfície sai tão lisa que parece injetada, e detalhes que numa impressora de filamento virariam um borrão aparecem com nitidez absurda. Só que junto com esse nível de qualidade vem um fluxo de trabalho que pega muita gente desprevenida. A peça sai da máquina grudenta, precisa de banho em álcool isopropílico, cura em luz UV e uma dose de paciência que impressora de filamento não exige. Quem entra achando que é só apertar um botão e tirar a peça pronta leva um susto nas primeiras semanas.
O mercado de impressoras 3D de resina mudou bastante nos últimos dois anos. Máquinas com tela 12K, 14K e até 16K apareceram com preços que antes só compravam uma 4K. Recursos que pareciam luxo, como nivelamento automático, aquecimento da cuba de resina e câmera de monitoramento, já aparecem em modelos de entrada. A seleção que a gente montou tem 8 impressoras que vale a pena considerar em 2026, organizadas do modelo mais acessível ao mais completo. Tem opção pra quem quer gastar o mínimo e aprender no caminho, tem pra quem imprime miniaturas de RPG e precisa do menor pixel possível, e tem pra quem quer volume grande o suficiente pra imprimir capacetes inteiros em poucas partes.
Referência pra quem vive de detalhe fino
Volume grande com resolução 12K
12K que dispensa nivelamento
Qual a melhor impressora 3D de resina atualmente?
A Elegoo Saturn 4 Ultra 16K é a mais completa da lista. Ela tem a maior resolução entre as que a gente avaliou, com pixels de 14x19 mícrons que tornam as linhas de camada invisíveis mesmo em peças grandes, aquecimento da cuba que evita falhas em dias frios e um sistema de separação por inclinação que reduz a força sobre a peça durante a impressão. Pra quem tem orçamento mais apertado e está começando, a Elegoo Mars 5 Ultra entrega nivelamento automático e câmera com IA pelo menor investimento entre as impressoras com esses recursos.
Como escolher uma impressora 3D de resina?
O primeiro ponto é o tamanho das peças que você pretende imprimir. Quem foca em miniaturas de RPG e joalheria não precisa de volume grande e pode ir numa máquina compacta de 7 polegadas, que costuma ter pixels menores e mais detalhe por milímetro. Já quem quer imprimir bustos, cosplay ou protótipos maiores precisa de tela de 10 polegadas pra cima. O segundo ponto é o nível de praticidade que você espera. Modelos com nivelamento automático e aquecimento de cuba eliminam duas das maiores fontes de falha em resina. E o terceiro ponto é o investimento total, não só o preço da impressora. Estação de lavagem, estação de cura UV, álcool isopropílico e luvas são obrigatórios e adicionam algumas centenas de reais ao custo real de entrada.
Impressora de resina precisa de ventilação?
Precisa, sem exceção. Resina não curada emite compostos orgânicos voláteis com cheiro forte e que irritam vias respiratórias. Mesmo modelos que trazem filtro de carvão ativado embutido não eliminam o cheiro completamente. O ideal é usar a impressora num cômodo com janela aberta ou exaustor, nunca no quarto onde você dorme. Algumas resinas de baixo odor, como as linhas water-washable e plant-based, reduzem o incômodo mas não eliminam a necessidade de circulação de ar.
1º - Anycubic Photon Mono 4

Pra quem nunca mexeu com resina e quer descobrir se gosta do processo antes de investir pesado, a Photon Mono 4 é o ponto de entrada mais sensato que existe hoje. A tela de 7 polegadas com resolução 10K entrega pixels de 17x17 mícrons, que é um número menor do que várias impressoras que custam o dobro conseguem. Com pixels desse tamanho, os detalhes de uma miniatura de 32mm saem com nitidez suficiente pra enxergar textura de armadura e expressão facial sem forçar a vista.
A fonte de luz usa o sistema que a Anycubic chama de LighTurbo, uma matriz de LEDs com uniformidade boa o bastante pra curar a resina de forma parelha pela tela inteira. Isso evita aquele problema que impressoras mais antigas tinham de peças saírem com cura desigual nas bordas. A placa de construção vem com gravação a laser na superfície, o que melhora a aderência da primeira camada sem precisar passar lixa ou aplicar cola. As peças grudam firme durante a impressão e soltam com uma espátula sem drama quando termina.
O que a Photon Mono 4 não tem é tudo aquilo que encarece as impressoras mais modernas. Não tem Wi-Fi, então os arquivos vão por pendrive USB. Não tem nivelamento automático, então o ajuste da mesa é manual com folha de papel, aquele ritual de apertar quatro parafusos enquanto segura a plataforma no lugar. Não tem sensor de resina e nem câmera. A velocidade fica em torno de 70mm/h, o que é metade do que as concorrentes mais novas alcançam. Um lote de 6 miniaturas de tamanho padrão vai levar umas 4 horas em vez de 2. Mas o ponto aqui é que tudo isso funciona, e funciona com um nível de detalhe que não deveria existir nesse patamar de investimento.
Pontos positivos da Anycubic Photon Mono 4
- Tela 10K de 7 polegadas com pixels de 17x17 mícrons, resolução superior a muitas impressoras mais caras
- Sistema LighTurbo de iluminação com boa uniformidade de cura pela tela inteira
- Placa de construção com gravação a laser que melhora aderência sem necessidade de preparação manual
- Retomada automática de impressão em caso de queda de energia
- Menor investimento entre todas as impressoras da lista
- Corpo compacto que cabe em espaços pequenos
Pontos negativos da Anycubic Photon Mono 4
- Sem Wi-Fi, transferência de arquivos apenas por USB
- Nivelamento manual com folha de papel e quatro parafusos, processo chato pra quem nunca fez
- Sem sensor de nível de resina na cuba, impressão pode falhar se a resina acabar no meio
- Velocidade máxima de 70mm/h fica atrás de todas as outras da lista
- Volume de construção de 153 x 87 x 165mm limita o tamanho das peças
- Não monitora a impressão remotamente, se algo der errado você só descobre quando voltar na máquina
2º - Elegoo Mars 5 Ultra

Quem já perdeu uma impressão inteira porque o nivelamento da mesa ficou torto por meio milímetro sabe o quanto isso dói. A Mars 5 Ultra resolve esse problema com um sensor mecânico que faz o nivelamento sozinho em poucos segundos. Você aperta um botão, a plataforma desce até a tela, o sensor mede a distância em vários pontos e ajusta tudo sem você precisar tocar num parafuso. Depois de três meses usando essa impressora, o nivelamento automático funcionou sem erro em todas as vezes.
A resolução é 9K numa tela de 7 polegadas, onde cada ponto de luz mede 18x18 mícrons. É um pouquinho maior que os 17 mícrons da Photon Mono 4, mas a diferença no resultado impresso é difícil de perceber sem lupa. Onde a Mars 5 Ultra se destaca mesmo é no conjunto de recursos que acompanham a resolução. A câmera com IA monitora a impressão e detecta quando a peça desgruda da plataforma ou quando a cuba está vazia. O sistema de separação por inclinação, que a Elegoo chama de tilt release, levanta a plataforma em ângulo em vez de puxar reto pra cima. Isso reduz a força de sucção sobre a peça e abre espaço pra imprimir a 150mm/h sem aquelas marcas horizontais que impressoras com separação vertical costumam deixar.
O volume de impressão é parecido com o da Photon Mono 4, em torno de 153 x 78 x 165mm. Pra miniaturas individuais ou lotes pequenos dá e sobra, mas quem quer peças maiores vai esbarrar nesse limite rápido. A tampa articulada que abre pra trás é um detalhe que faz diferença na rotina. Em vez de tirar a tampa inteira e procurar onde largar ela cheia de resina, você só empurra pra trás com uma mão e acessa a plataforma. O Wi-Fi funciona tanto em 2.4G quanto 5G, e o app manda arquivos sem precisar de pendrive.
A Mars 5 Ultra é aquela impressora que faz a transição de "estou aprendendo" pra "estou imprimindo com consistência" sem trauma. O investimento a mais em relação à Photon Mono 4 se paga nas impressões que você deixa de perder por nivelamento errado.
Pontos positivos da Elegoo Mars 5 Ultra
- Nivelamento automático com sensor mecânico inteligente, elimina o ajuste manual com folha de papel
- Câmera com IA que detecta falhas de aderência e cuba vazia em tempo real
- Sistema tilt release que permite até 150mm/h sem marcas de separação nas peças
- Wi-Fi dual band (2.4G e 5G) com envio de arquivos pelo app ou computador
- Tampa articulada que abre pra trás, muito mais prática que tampa removível
- Licença de 93 dias do Chitubox Pro inclusa
- 8GB de memória interna pra processamento mais rápido de arquivos
Pontos negativos da Elegoo Mars 5 Ultra
- Volume de impressão de 153 x 78 x 165mm é pequeno pra peças maiores ou lotes grandes
- Resolução 9K fica abaixo de concorrentes 10K e 12K na mesma faixa
- Filtro de carvão ativado embutido ameniza mas não resolve o cheiro de resina
- Resina esfria no inverno e a impressora não tem como compensar, o que aumenta falhas em dias abaixo de 20°C
- Preço acima do dobro da Photon Mono 4, o salto de investimento é grande
3º - Phrozen Sonic Mini 8K S

A Phrozen construiu a reputação da Sonic Mini em cima de um público bem específico. Pintores de miniaturas e joalheiros que medem qualidade em fração de milímetro adotaram essa linha como referência. A versão 8K S mantém a tela de 7.1 polegadas com resolução 8K e pixels de 22 mícrons que já eram padrão na versão anterior, mas cortou o preço quase pela metade. Os cortes pra chegar nesse valor são visíveis. A tampa trocou de material, o eixo Z passou de trilho duplo pra trilho único e a porta USB mudou de lugar. Nenhuma dessas mudanças afeta o que sai da impressora.
O resultado de impressão continua no mesmo patamar que consagrou a linha. Detalhes gravados em armaduras de 28mm saem com definição que parece intencional, não aproximada. Texturas de pele, correntes, escamas de dragão e inscrições em anéis ficam legíveis sem precisar de zoom. A tela monocromática de 2025 foi atualizada pra resistir melhor ao calor, o que aumenta a vida útil do painel e mantém a consistência de exposição por mais tempo.
Pra quem está acostumado com as impressoras da Elegoo e Anycubic, o ecossistema da Phrozen é um pouco diferente. O software recomendado é o Chitubox, que funciona bem, mas a Phrozen não tem app próprio de monitoramento nem comunidade tão grande em português quanto as duas concorrentes. Não tem Wi-Fi, não tem nivelamento automático e não tem câmera. É uma impressora que aposta tudo na qualidade do que imprime e confia que o público dela sabe nivelar uma mesa e transferir arquivo por USB sem reclamar.
A Sonic Mini 8K S não compete em recursos extras nem em velocidade com as outras da lista. Ela faz uma coisa e faz muito bem, que é entregar o detalhe mais fino possível numa impressora compacta. Quem pinta miniaturas pra vender ou pra hobby sério vai notar a diferença em cada peça.
Pontos positivos da Phrozen Sonic Mini 8K S
- Resolução 8K em tela de 7.1 polegadas com XY de 22 mícrons, referência pra miniaturas e peças de joalheria
- Tela monocromática atualizada em 2025 com maior resistência ao calor e vida útil prolongada
- Plataforma de construção com boa aderência e remoção limpa de peças
- Padrões de exposição bem calibrados de fábrica, pouco ajuste necessário
- Preço quase metade da versão anterior (Sonic Mini 8K original)
- Corpo compacto e estável apesar do trilho Z único
Pontos negativos da Phrozen Sonic Mini 8K S
- Sem Wi-Fi, controle remoto ou app de monitoramento, tudo funciona por USB
- Nivelamento manual com parafusos, sem opção automática
- Trilho Z único em vez de duplo pode gerar leve variação em impressões muito altas
- Comunidade e suporte em português são menores que Elegoo e Anycubic
- Volume de impressão compacto, limitado a peças de escala pequena
- Velocidade de impressão atrás das concorrentes com tilt release
- Não é fácil achar para venda no Brasil, vai precisar importar.
4º - Elegoo Saturn 3 Ultra

Até aqui todas as impressoras da lista usam tela de 7 polegadas, o que limita o tamanho das peças a mais ou menos o volume de um punho fechado. A Saturn 3 Ultra quebra essa barreira com uma tela de 10 polegadas e volume de construção de 218 x 122 x 260mm. Cabem bustos de 20cm de altura, lotes de 8 a 12 miniaturas de tamanho padrão por vez e peças de cosplay que nas impressoras menores precisariam ser divididas em quatro ou cinco partes.
A resolução 12K distribui 11520 x 5120 pixels pela tela, resultando em pixels de 19x24 mícrons. O número é um pouco acima dos pixels das impressoras de 7 polegadas, então o detalhe por milímetro é um pouco menor. Numa miniatura de 32mm a diferença aparece se você comparar lado a lado com uma Phrozen 8K, mas pra peças maiores, como figuras de 75mm ou bustos de 150mm, a resolução é mais que suficiente e as linhas de camada continuam invisíveis. O corpo inteiro em metal dá uma rigidez que as gerações anteriores da Elegoo não tinham, e o eixo Z usa trilho linear duplo e um tipo de parafuso de alta precisão que elimina a folga vertical, o que mantém as camadas alinhadas mesmo em peças altas que demoram horas.
A cuba usa um filme especial de separação rápida que permite rodar a 150mm/h sem deixar marcas cruzadas nas paredes das peças. É um tipo de película que reduz a aderência entre a resina curada e o fundo da cuba, então cada camada se solta mais rápido e com menos estresse sobre a peça. O Wi-Fi funciona tanto em 2.4G quanto 5G, e um vidro temperado por cima da tela LCD protege o painel contra respingos de resina que poderiam danificar os pixels ao longo do tempo.
O nivelamento continua manual com quatro parafusos, e é o ponto que mais incomoda nessa impressora. A plataforma é grande e pesada, e os parafusos ficam voltados pra cima, então enchem de resina durante a impressão e viram uma sujeira pra limpar. A cuba não tem aquecimento, o que significa que em dias abaixo de 20°C a resina fica mais viscosa e a taxa de falha aumenta. São limitações que as impressoras mais novas dessa lista já resolveram, mas que na Saturn 3 Ultra você precisa contornar manualmente.
Pontos positivos da Elegoo Saturn 3 Ultra
- Tela 12K de 10 polegadas com resolução de 11520x5120, pixels de 19x24 mícrons eliminam linhas de camada visíveis
- Volume de construção de 218 x 122 x 260mm, um dos maiores no segmento de resina acessível
- Corpo todo em metal com eixo Z em trilho linear duplo e fuso de esferas
- Filme ACF que permite velocidades de até 150mm/h sem degradar qualidade
- Wi-Fi dual band (2.4G e 5G) pra envio de arquivos sem fio
- Vidro temperado 9H protegendo a tela LCD contra respingos de resina
- Compatível com Chitubox e Lychee Slicer
Pontos negativos da Elegoo Saturn 3 Ultra
- Nivelamento manual com quatro parafusos voltados pra cima que acumulam resina e dificultam a limpeza
- Sem controle de temperatura na cuba, o que força o usuário a aquecer o ambiente manualmente no inverno
- Tampa removível em vez de articulada, precisa encontrar lugar pra apoiar enquanto mexe na plataforma
- Plataforma grande e pesada torna o manuseio pós-impressão mais trabalhoso
- Impressão roda às cegas, sem câmera ou alerta remoto se algo der errado
5º - Anycubic Photon Mono M5s

O nivelamento manual é o tipo de tarefa que parece simples no tutorial do YouTube e vira pesadelo na prática. A Anycubic resolveu isso na M5s de um jeito diferente das concorrentes. Em vez de usar sensor pra nivelar automaticamente, a Anycubic redesenhou a plataforma e a fixação de forma que o nivelamento simplesmente não é necessário. Você encaixa a plataforma, aperta a trava e imprime. Depois de meses de uso, nenhuma impressão falhou por problema de nivelamento.
A tela de 10.1 polegadas com resolução 12K cobre um volume de 218 x 123 x 200mm, com definição de 19 mícrons por ponto. A área de impressão é praticamente idêntica à da Saturn 3 Ultra, com a diferença de que a altura útil é 60mm menor. Pra lotes de miniaturas e peças de até 20cm isso não muda nada, mas quem imprime figuras mais altas vai sentir essa diferença. O filme de terceira geração que a Anycubic usa na cuba aguenta até 30 mil camadas antes de precisar de troca, algo como 3 a 4 meses de uso constante. Isso é bastante acima da média de filmes convencionais, que costumam pedir troca a cada 10 ou 15 mil camadas.
A velocidade média fica em 105mm/h, abaixo das concorrentes que atingem 150mm/h. O motivo é que a M5s usa separação vertical convencional em vez de tilt release. Funciona bem e não gera marcas nas peças, mas cada camada leva mais tempo pra separar. O software proprietário da Anycubic funciona, mas o Chitubox ou Lychee rodam os mesmos arquivos com mais opções de ajuste.
Quem imprime com regularidade e estava cansado de refazer nivelamento a cada duas semanas vai gostar da proposta. A praticidade do dia a dia compensa a velocidade um pouco menor e a altura reduzida.
Pontos positivos da Anycubic Photon Mono M5s
- Design leveling-free que elimina completamente o nivelamento manual da rotina
- Tela 12K de 10.1 polegadas com pixels de 19 mícrons e boa uniformidade de luz
- Filme de cuba de terceira geração com durabilidade de até 30 mil camadas
- Volume de impressão de 218 x 123 x 200mm, generoso pra lotes e peças médias
- Wi-Fi integrado pra envio de arquivos sem fio
- Peso de 8.9kg garante estabilidade na mesa e reduz vibração durante a impressão
Pontos negativos da Anycubic Photon Mono M5s
- Velocidade média de 105mm/h abaixo das concorrentes com tilt release
- Altura de impressão de 200mm é 60mm menor que a Saturn 3 Ultra
- Separação vertical convencional, sem tilt release
- Temperatura da resina fica por conta do ambiente, sem aquecimento embutido
- Se a peça desgrudar no meio do print, não tem como saber sem ir até a máquina verificar
- Software proprietário limitado comparado com Chitubox e Lychee
6º - Creality Halot Mage S 14K

Quando a gente viu a ficha da Halot Mage S pela primeira vez, o número que chamou atenção foi o 14K. São 13320 x 5120 pixels espalhados por uma tela de 10.1 polegadas, o que resulta em pixels de 16.8 x 24.8 mícrons. No eixo X, que é o que mais importa pra detalhes laterais das peças, a resolução é maior do que qualquer outra impressora dessa lista abaixo da Saturn 4 Ultra. Na impressão de miniaturas, a diferença entre 19 mícrons e 16.8 mícrons aparece nos detalhes mais finos, como cravejados de joia e fios de cabelo em esculturas de rosto.
O sistema de separação que a Creality chama de Pictor usa um mecanismo que reduz a força de sucção entre a peça e o filme. Com isso, a impressora chega a 150mm/h sem comprometer o acabamento. A placa de construção vem com gravação a laser que melhora a aderência sem precisar de lixa ou preparação. O nivelamento é automático, o que coloca a Halot Mage S no mesmo patamar de praticidade da Mars 5 Ultra nesse quesito. A tampa MageArch abre pra trás com uma mão só, liberando acesso total à plataforma sem precisar largar nada na mesa.
O volume de impressão de 218 x 123 x 230mm é quase idêntico ao da Saturn 3 Ultra e da M5s. A diferença fica na altura, que aqui é 30mm a mais que na M5s. Pra quem imprime bustos e figuras de 15 a 20cm, esses milímetros extras fazem diferença entre caber ou ter que dividir a peça.
O calcanhar de aquiles da Halot Mage S é o software. O Halot Box, que é o slicer proprietário da Creality pra resina, tem interface confusa e menos perfis de resina pré-configurados que os concorrentes. A maioria dos usuários acaba migrando pro Chitubox ou Lychee depois de uma ou duas tentativas. A placa de construção com gravação checkerboard gruda demais em alguns tipos de resina, e tirar peças grandes sem estragar detalhes vira um exercício de paciência. A cuba também não tem aquecimento.
Pontos positivos da Creality Halot Mage S 14K
- Resolução 14K (13320x5120) com pixels de 16.8x24.8 mícrons, uma das maiores resoluções em impressoras acessíveis
- Velocidade de até 150mm/h com sistema de separação Pictor
- Nivelamento automático com sensor integrado
- Tampa MageArch articulada que abre com uma mão
- Placa de construção com gravação a laser pra boa aderência de primeira camada
- Uniformidade de luz acima de 90% pela tela inteira
- Inclui 3 meses de Chitubox Pro
Pontos negativos da Creality Halot Mage S 14K
- Software Halot Box com interface confusa e poucos perfis de resina, migração pro Chitubox quase obrigatória
- Placa de construção checkerboard gruda demais em algumas resinas, remoção de peças trabalhosa
- Nenhum sistema de controle térmico na cuba, dias frios exigem soluções externas como aquecedor de ambiente
- Comunidade e suporte menores que Elegoo e Anycubic no segmento de resina
- Falhas de impressão passam despercebidas até você verificar pessoalmente, sem monitoramento remoto
- Peso de 10.5kg torna a movimentação menos prática
7º - Anycubic Photon Mono M7 Pro

Quem imprime em resina com frequência sabe que duas coisas atrapalham muito a rotina. A primeira é a resina fria que não cura direito e gera peças com camadas mal aderidas. A segunda é a cuba que esvazia no meio de um print longo e desperdiça horas de trabalho. A M7 Pro ataca os dois problemas de frente.
O aquecimento da cuba funciona direto no recipiente de resina, sem precisar esquentar o ar em volta. Isso significa que a resina atinge a temperatura ideal pra cura em poucos minutos, mesmo em dias frios. Nos meses de inverno, essa diferença separou impressões perfeitas de peças com camadas desgrudadas e superfície leitosa. O sistema de reabastecimento automático conecta uma garrafa de resina na lateral da máquina. Quando o nível da cuba cai durante a impressão, a máquina repõe sozinha. Pra prints que duram 8 ou 10 horas, isso elimina a necessidade de pausar e encher a cuba manualmente.
A tela de 10 polegadas tem resolução 14K, com o eixo mais fino chegando a 18 mícrons de definição. O volume de impressão de 223 x 126 x 230mm supera as concorrentes de 10 polegadas por alguns milímetros, diferença que aparece quando a peça encosta na borda da área útil. A velocidade chega a 170mm/h com resina high-speed da própria Anycubic, o que faz dela a mais rápida entre todas as impressoras dessa lista. Um lote de miniaturas que levaria 3 horas e meia na Photon Mono 4 sai em pouco mais de 1 hora.
A conectividade Wi-Fi funciona, mas o processo de configurar a impressora na rede é mais complicado do que deveria. Precisa passar pelo app da Anycubic, criar conta, vincular a impressora e só depois libera o envio de arquivos pelo computador. A placa de construção tem boa textura pra aderência, mas a fixação ainda usa parafuso manual, enquanto concorrentes como a Saturn 4 Ultra já passaram pra sistema de clipe. Pra quem troca a plataforma entre impressões com frequência, esse detalhe pesa.
Pontos positivos da Anycubic Photon Mono M7 Pro
- Aquecimento direto da cuba de resina, mantém temperatura ideal e elimina falhas por resina fria
- Sistema de reabastecimento automático de resina durante a impressão, ideal pra prints longos
- Resolução 14K com pixels de 18 mícrons no eixo mais fino
- Velocidade de até 170mm/h com resina high-speed, a mais rápida da lista
- Volume de impressão de 223 x 126 x 230mm, uns milímetros acima das concorrentes de 10 polegadas
- Wi-Fi integrado com envio de arquivos pelo app e computador
- Placa de construção com textura que garante boa aderência sem preparação extra
Pontos negativos da Anycubic Photon Mono M7 Pro
- Processo de configuração do Wi-Fi complicado, exige criação de conta e vinculação pelo app
- Fixação da plataforma por parafuso em vez de clipe, menos prática pra trocas frequentes
- Não tem câmera nem detecção inteligente de erros, a impressão segue mesmo se a peça desgrudar
- Software proprietário limitado, maioria dos usuários prefere Chitubox ou Lychee
- Garrafa de reabastecimento fica exposta na lateral, visual pouco clean
- Investimento já próximo do topo da lista
8º - Elegoo Saturn 4 Ultra 16K

A Saturn 4 Ultra 16K é a impressora de resina que mais se aproxima de uma experiência "liga e esquece" hoje. A mesa se nivela sozinha, a cuba mantém a resina aquecida pra evitar falha por temperatura, a câmera avisa pelo celular quando algo dá errado e o sistema de separação por inclinação protege peças delicadas durante o print. A tela de 10 polegadas com 16K distribui 15120 x 6230 pixels, com cada pixel medindo 14 x 19 mícrons. Pra ter uma ideia do que isso significa, esses pixels são menores que um glóbulo vermelho do sangue. Numa miniatura, os detalhes que uma tela 12K já deixava invisíveis ficam ainda mais definidos, como o relevo de moedas esculpidas em cintos de personagens e filigranas em escudos que parecem gravadas a mão.
O sistema de aquecimento da cuba, que a Elegoo chama de Smart Tank Heating, mantém a resina em torno de 30°C. Resina fria é a causa número um de falhas em dias abaixo de 20°C, porque a viscosidade aumenta e a cura fica irregular. Com o aquecimento ligado, a primeira camada adere direito e o resto da impressão segue sem surpresas. O sistema tilt release levanta um lado da plataforma em cerca de 15 graus em vez de puxar reto pra cima, reduzindo drasticamente a força sobre as peças durante a separação de cada camada. Peças finas e delicadas que em impressoras com separação vertical quebrariam no meio da impressão saem inteiras aqui.
A tampa abre pra trás sobre uma dobradiça, parecido com a Mars 5 Ultra mas em escala maior. A câmera com IA monitora a impressão e manda alerta pro celular quando detecta problema. Em cerca de 50 impressões, ela acertou duas vezes ao avisar que a peça tinha descolado da plataforma. Errou uma vez, disparando alarme falso numa ponte de suporte que ela interpretou como falha. Não é perfeita, mas pega os erros graves antes de virarem horas de resina desperdiçada.
O volume de impressão de 212 x 118 x 220mm encolheu um pouco em relação à Saturn 3 Ultra. A Elegoo reduziu um pouco a área pra encaixar o sistema de inclinação e o aquecimento sem aumentar o tamanho externo da máquina. Pra maioria dos projetos essa diferença não aparece, mas quem imprimia peças que ocupavam 100% da área da Saturn 3 pode precisar reposicionar no fatiador. A impressora não vem com filtro de ar nem exaustor embutido, então o cheiro de resina continua exigindo ventilação no ambiente. É a impressora mais pesada da lista, com mais de 16kg, então não é o tipo de equipamento que você move entre cômodos com facilidade.
Pontos positivos da Elegoo Saturn 4 Ultra 16K
- Tela 16K (15120x6230) com pixels de 14x19 mícrons, a maior resolução em impressoras de resina acessíveis
- Smart Tank Heating que mantém a resina a 30°C, eliminando falhas por temperatura
- Tilt release que reduz a força de separação e protege peças delicadas
- Nivelamento automático com sensor mecânico inteligente
- Câmera com IA que detecta falhas de aderência e envia alertas ao celular
- Tampa articulada com dobradiça que abre pra trás com uma mão
- Wi-Fi integrado com controle pelo app e envio de arquivos sem fio
- Compatível com Chitubox e Lychee Slicer
Pontos negativos da Elegoo Saturn 4 Ultra 16K
- Volume de impressão de 212 x 118 x 220mm é menor que a Saturn 3 Ultra, concorrentes de 10 polegadas oferecem mais área
- Sem filtro de ar ou exaustor embutido, ventilação do ambiente continua sendo responsabilidade do usuário
- Peso de 16.1kg dificulta movimentação entre cômodos
- Câmera com IA tem taxa de falso positivo em estruturas de suporte
- Investimento mais alto de toda a lista
- Velocidade de 150mm/h fica atrás da M7 Pro que atinge 170mm/h
Conclusões
Se o que te trouxe até aqui foi a vontade de imprimir miniaturas com detalhes absurdos ou protótipos com acabamento liso, qualquer uma das 8 impressoras dessa lista entrega isso. A diferença entre elas está no quanto de trabalho manual você está disposto a encarar e no quanto pretende imprimir por mês. Quem quer gastar o mínimo pra descobrir se gosta de resina vai se dar bem com a Anycubic Photon Mono 4, que imprime com resolução surpreendente pelo investimento. Quem já sabe que vai usar com frequência e não quer perder impressão por nivelamento torto ou resina fria deve olhar direto pra Elegoo Mars 5 Ultra ou a Saturn 4 Ultra 16K, dependendo do tamanho das peças.
Dica de ouro pra quem está comprando a primeira impressora de resina: não esqueça de colocar a estação de lavagem e cura no orçamento. A Elegoo Mercury Plus 3 e a Anycubic Wash & Cure Plus 3 são as mais comuns e funcionam bem. Sem elas, o pós-processamento vira uma gambiarra com potes de vidro, álcool e sol da janela que funciona mas cansa rápido. E compre pelo menos dois litros de álcool isopropílico 99% e um pacote de luvas nitrílicas antes da impressora chegar. A resina não curada irrita a pele e é tóxica pro meio ambiente, então proteção é obrigatória desde o primeiro print.
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